Uma coisa que sempre me incomodou são as injustiças.
E infelizmente, andar de autocarro faz-me presenciar pelo menos uma injustiça todos os dias: ver uma pessoa entrar pela porta traseira sem a mínima intenção de se deslocar à frente para "picar" o seu bilhete. E não falo de pessoas com carrinhos de bebé (que com certeza não querem abandonar a criança ali) ou gunas que é bastante comum vermos a ter este comportamento em Portugal. Falo de pessoas ditas "normais" como tu e eu, às vezes bem vestidas, estudantes em idade universitária que já deviam ter juizo na cabeça ou até idosos que, pela idade, mais ainda devem ao juizo.
Eis então que penso porque raio é que eu, uma estrangeira, ando a tentar contribuir para a economia de um país que não é o meu enquanto alguns dos seus próprios cidadãos se estão marimbando para isso? E mais, ainda têm a lata de quando vaga um assento irem sentar o seu rabo ladrão! Ai que vontade de chegar lá e "Com licença, necessito de me sentar que a minha viagem dura 35 minutos e eu paguei por ela. Levante-se seu caloteiro e vá ali segurar-se ao poste como lhe compete. A comodidade não é grátis." Claro que não diria exactamente estas palavras e nem teria a vontade de ser tão bem educada mas a verdade é que me falta coragem para fazer isto.
Oxalá um dia inventem algo do género de um campo magnético nas portas que detecta se a pessoa tem ou não bilhete e caso não tenha, não consiga fisicamente entrar. Seria genial e ajudaria a economia decerto!
(Nota: esta ideia tem © caso decidam mesmo ir para a frente com isto, quero uma fatia dos lucros)