quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Gatos

Adoro gatos. E adoro cães. Mas os gatos têm o seu quê de especial.


Um gato escolhe uma pessoa num seio familiar e basicamente ignora/suporta as restantes. Por isso quando nos apercebemos que somos o escolhido, não há melhor sensação. Orgulho!
Mas sermos O escolhido não significa que teremos obediência cega por parte do gato. De facto, sermos O escolhido confere-nos mais deveres que direitos. O dever de alimentar o gato quando ele (insistentemente!) pede, de apanhar os grãozinhos de areia que ele insiste em tirar da caixa, de deitar fora os "restos da caçada", de lhe cortar as unhas para que não arranhe a alcatifa/cortinados, de chegar a tempo de evitar que ele coma o peixe/frango/etc que deixámos a descongelar em cima da banca... Direitos? Hum...aproximadamente zero. Um gato não espera O escolhido vindo do trabalho, não vem quando o chamam (a não ser que se abra uma lata de atum em simultâneo), recebe carícias quando quer e onde deseja e muda de humor como quem muda de cuecas; tanto pode estar super relaxado e tranquilo como no segundo seguinte lançar uma pata com unhas afiadas directamente à nossa mão que ousou (!) tocar num ponto sensível do seu corpo.


Então porquê adorar gatos? Porque domá-los é um desafio que, se conseguido ultrapassar, é extremamente gratificante.
Eu tive o privilégio de consegui-lo. Durante 16 anos tive um gato-cão que confiou plenamente em mim, vinha ao som da minha voz e só a minha aproximação era suficiente para iniciar o seu ronronar ressonante. Não creio poder ter tido melhor companhia...e não estou certa de alguma vez poder vir a tê-la de novo.


(um carinho enorme para a minha gata P****** e cão P***) 


(e um muito especial para ti P*******. Fazes-me muita falta.)


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